quarta-feira, 16 de maio de 2012


Disciplina – PE             Profa. Ana Patrícia Gadelha da Costa Silva          2os. Anos

Assunto – Falando em público com sucesso!                            2ª. Unidade

Este é um momento muito complexo, sabemos disso. Alguns jovens muitas vezes são tímidos, retraídos e não gostam de se exporem em público. Mas a partir desse trabalho vocês perceberão que falar em público é uma habilidade importante a ser desenvolvida, pois é impossível prever quando precisaremos utilizá-la. Aqui é um espaço de aprendizagem e de crescimento, e que não podemos desperdiçar a oportunidade de cometer erros como um dos passos de uma trajetória rumo à construção do saber
A inibição para falar, dirigir ou participar de reuniões, atender clientes, defender idéias, é um problema da comunicação oral que pode ser superado com técnica, muito exercício e prática. Aqui vão algumas dicas para que você fale melhor (e para que as pessoas falem bem de você).
Como se relacionar com as pessoas, o seu público (isso vale para qualquer tamanho de público, mesmo que seja uma só pessoa):
• Saiba fazer perguntas de forma apropriada: use perguntas fechadas, que produzem respostas rápidas, se sua intenção for criar um ambiente favorável para iniciar a conversa (Quem...? Há quanto tempo...? Onde...?). Se o seu propósito for motivar as pessoas e estimular a sua participação, lance mão de perguntas abertas, que produzam respostas de raciocínio mais elaborado (Por que...? De que maneira...? O que...?).
• Tenha bom humor, mas tome cuidado com os exageros.
• Nao caia em provocacoes. Se no meio de uma conversa você perceber que as vozes começaram a se alterar e que cada um se fechou em suas próprias idéias, deixe a vaidade de lado e tome a iniciativa de ceder, concordando de maneira genérica com a opinião divergente da sua, como estratégia para continuar o processo e acalmar os ânimos.
• Seja gentil. A gentileza pode estar no tom amável da voz, na generosidade das palavras, na honestidade dos princípios e da ética.
Seja um verdadeiro comunicador:
• Fale com emoção: demonstre legitimidade e crença naquilo que está falando. Se você falar como se estivesse apenas cumprindo uma tarefa, não conseguirá envolver nem tocar as pessoas.
• Seja natural. Por mais que domine técnicas, fale sempre preservando seu estilo e respeitando suas características.
• Seja coerente. Fique atento para ver se não está falando por falar, usando palavras ocas, que não representam exatamente o que você pensa, acredita, sente ou faz.
Conheça os ouvintes e se aproxime de suas características:
• Procure saber qual é o nivel intelectual predominante e o grau de conhecimento que eles têm sobre o tema que você vai tratar.
• Fique atento à faixa etaria do publico, para adequar a linguagem.
A estética da fa la:
• Fale com o volume de voz adequado.
• Use a velocidade certa, para não acelerar demais e ficar incompreensível, mas também para não ficar pausado demais e se tornar enfadonho.
• Tenha ritmo, utilizando o volume e a velocidade para tornar sua fala mais “colorida” e atraente.
• Pronuncie bem as palavras.
• Utilize vocabulário adequado: nada de gírias e palavrões; evite vocabulário rebuscado e pouco usual; só utilize termos técnicos se o seu interlocutor tiver o domínio deles.
• Cuide da expressão corporal, mensagens que podemos enviar de forma não-verbal.
Atente para o início, meio e fim: toda fala, seja uma simples conversa ou uma apresentação para uma plateia, precisa ter início, meio e fim.
• O início: procure conquistar seu interlocutor e minimizar suas resistências, conquistando seu interesse e atenção. Para isso, pode utilizar algumas dicas: conte uma pequena estória que tenha relação com o tema que será tratado; inicie com uma frase que provoque impacto; faça uma citação de um autor respeitado pelo seu interlocutor; levante uma reflexão.
ATENÇÃO :
Não é aconselhável que você: se desculpe por estar com problemas físicos (gripe, dor de cabeça, etc) ou por não estar devidamente preparado para falar; conte piadas; tome partido sobre assuntos polêmicos; comece com “chavões” já desgastados pelo uso (“A união faz a força”, “uma andorinha só não faz verão”).
• O meio: apresente sinteticamente o que irá abordar; apresente as etapas e a estrutura do que irá desenvolver; desenvolva o assunto utilizando exemplos, dados, estatísticas, comparações, enfim, tudo que puder fortalecer o conteúdo da sua fala.
• O fim: faça uma breve recapitulação ou um resumo do que apresentou; utilize alguns dos recursos sugeridos para o início; agradeça e despeça-se.
Pratique bastante :
• Exercite sempre que puder aproveite a oportunidade para falar. Não esqueça também que o bom comunicador deve saber ouvir.
Dicas para falar de improviso
Uma coisa é você se preparar para se apresentar em uma reunião, apresentar um seminário na escola, apresentar um produto novo para os clientes. Outra coisa é você ser solicitado a falar, sem que tenha tido tempo para se preparar adequadamente, ou sobre um assunto que não tem domínio.
Abaixo estão relacionadas algumas dicas que poderão ser úteis:
• Em primeiro lugar, só é possível falar de improviso quando se tem algum conhecimento, mínimo que seja, sobre o assunto. Portanto, se o assunto for totalmente desconhecido, é melhor não emitir opinião. Nem pense em enrolar os seus interlocutores; é fácil perceber quando a pessoa desconhece o assunto.
• Faça um esquema mental dos temas mais importantes do assunto a ser abordado.
• Estruture a sua comunicação do geral para o específico. Por exemplo:

Assunto: Novo estaleiro em Pernambuco
Estrutura da fala:
Saudação - Importância do Porto de Suape para o progresso (geral);
Benefícios para Pernambuco com a instalação do estaleiro;
(específico) - Perspectivas de novas categorias de serviços (específico) Conclusão.
Educador, aproveite essa abordagem para refletir sobre o valor humano AUTOCONFIANÇA, a energia que anima e assegura a vitória sobre as dificuldades individuais e a fragilidade. A autoconfiança estimula o ser a evoluir, seguindo a sua vocação natural.

                                       Empregabilidade e Tecnologia - Guia de Apoio Didático - 2010

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